quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Qualidades de um Missionário


A palavra "missionário" pode ser nos nossos dias um termo confuso e por vezes "infeliz", mas para o propósito deste artigo iremos defini-lo como "um cristão enviado por Deus para servir e testemunhar numa outra cultura".
A lista de qualidades necessárias para trabalhar numa situação de outra cultura poderia ser muito extensa. Mencionaremos aquelas que são os requisitos básicos para uma identificação efetiva.

Adaptação

A capacidade para se sentir "em casa" com pessoas que são diferentes. Isto talvez implique suportar comida estranha, insetos agressivos e hábitos locais pouco usuais. Num sentido é mais fácil encarar estas diferenças do que ajustar-se a atitudes e valores que nos são opostos. O trabalho

missionário transcultural exige que nos coloquemos na situação de outros até ao ponto de começar-mos a ver o mundo pelo seu ponto de vista, com a sua "posição mental" e não com a que levamos de nossa própria cultura.

Estabilidade

Estabilidade emocional básica e saúde razoável. Deus é um especialista em restaurar pessoas destroçadas, mas não podemos nos permitir descuido nesta área. Problemas emocionais, psicológicos e mesmo físicos com os quais podemos viver em casa podem levar à depressão e queda num ambiente estranho onde estamos vulneráveis e susceptíveis ao estresse.

Flexibilidade

A habilidade para ser flexível e se adaptar à mudança. É muito comum um candidato se preparar para atender a uma necessidade especifica no campo missionário e quando chegar descobrir que ele é necessário ali mas para outra coisa diferente. Acontece! Descrições exatas das tarefas não são sempre possíveis e podem mudar drasticamente entre o momento da candidatura do missionário e o da sua chegada. Flexibilidade é, pois, uma qualidade de grande valor.

Humildade

O que é humildade senão um desejo de aprender, para receber, para ser vulnerável, para aceitar correção e direção dos outros e daqueles a quem os missionários forem enviados a servir. A capacidade para descer do pedestal em que por vezes os missionários são colocados, tanto aqui como em outras culturas, é um grande passo no sentido de estabelecer relações com significado e compreensão real.

Persistência

A capacidade para resistir. Persistência não é um conceito popular num mundo de respostas fáceis e opções suaves mas é tão essencial para os missionários de hoje como o era para os primitivos pioneiros que abriram caminho através das florestas do século dezenove! Prática de línguas, aceitação pelo povo local e autêntica identificação cultural podem levar anos a adquirir; e esse caminho poderá ser pavimentado com revés e frustração. Não há atalhos nem soluções rápidas... Só os que têm a habilidade de aguentar devem se candidatar.

Quebrantamento

Uma disposição para sacrifício. O conceito de sacrifício também não é popular. As exigências da vida missionária incluem um compromisso para o Senhor Jesus, sem olhar o preço. Isto não significa obediência cega a um plano bem elaborado, sem tender ao bem-estar pesssoal. Quer dizer que os missionários talvez tenham que perder algumas coisas que eles esperam da vida, em virtude da natureza da situação para a qual o Senhor os chamou. Mabel Wiliamson no seu livro "Não temos direitos?" fala dos "direitos" que talvez tenham sido sacrificados ao servir outras culturas: o direito à privacidade, o direito a uma "casa" normal, o direito ao nosso próprio tempo etc. Ela prossegue depois sublinhando o padrão de vida do Senhor; que abdicou de todos os seus direitos por amor daqueles que veio servir. O sacrifício necessário para o serviço missionário consiste num compromisso permanente para o Senhor que conduz a uma permanente disponibilidade para Ele. Não há lugar para negociações na tarefa de alcançar o mundo perdido. Deus não está longe nem negligencia os seus filhos e procurar limitá-lo àquilo que pensamos que lhe podemos dar, em termos de serviço, é limitar seu poder em nós e através de nós.

Espiritualidade

Uma espiritualidade robusta. Os missionários precisam ser pessoas que determinaram viver uma vida centrada em Deus. A sua segurança nele e a sua relação com Ele são infinitamente mais importantes do que o "trabalho" que fazem para Ele. O missionário precisa ter já uma expericia espiritual antes de ser enviado a uma outra terra, pois, aqueles que não têm tido experiência no combate espiritual em sua própria terra terão dificuldades para encarar os ataques do inimigo ao entrarem em países e áreas onde o seu poder é muito real e a oposição muito violenta.

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