segunda-feira, 18 de junho de 2012

SEGURANÇA.

Quando recebi o convite para escrever esta coluna pensei na oportunidade e no desafio que isto representa. Oportunidade de abordar determinados assuntos para os leitores deste jornal e o grande desafio, trazer assuntos tão debatidos através de uma ótica um pouco diferente. Pretendo falar sobre um assunto que tem preocupado toda sociedade: a violência. Para isto convido você, leitor a acompanhar esta coluna e visualizar o assunto de um ângulo novo.

Quando somos vítimas da nossa própria omissão...

Segundo a Constituição Federal, art 144, SEGURANÇA PÚBLICA, DEVER DO ESTADO, DIREITO E RESPONSABILIDADE DE TODOS... Partindo do princípio que a segurança é pública, ouvimos muitas vezes críticas ao governo, autoridades, polícia, enfim, muita gente querendo se promover atirando a responsabilidade da segurança sobre qualquer um, mas faço uma pergunta, se a segurança é responsabilidade de todos, ou seja, também é nossa, o que temos feito para contribuir? Não é raro encontrar pessoas que sabem de informações importantes, que poderiam auxiliar a polícia a combater crimes, mas omite-se de prestá-la para não se complicar... Faço outro questionamento: quando ligamos o rádio e ouvimos pessoas criticando o trabalho de autoridades, da polícia, você já se perguntou o que aquela pessoa tem feito para mudar este quadro, ou ela simplesmente vai lá atirar palavras ao vento...?

Se a segurança é responsabilidade nossa, o que podemos fazer para contribuir?

Para responder esta pergunta faço outras? Você sabe qual é a incumbência de cada uma das polícias, Civil e Militar? A Policial Civil cabe a função de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, a Polícia Militar cabe a polícia ostensiva e a manutenção da ordem pública. Você cidadão está mais acostumado a interagir com a Polícia Militar, é ela que está presente na rua, na manutenção da ordem pública, é a ela que você recorre quando está com um problema, tipo um tumulto na rua, um suspeito perto de sua casa... mas você sabe como agir numa abordagem policial, se for você a pessoa abordada?

- fique calmo, se você não tem problemas com a lei, não tem por que ficar nervoso se for abordado;

- faça o que o policial está pedindo, não questione nem deixe de fazer o que está sendo solicitado;

- lembre-se: quem o está abordando é um profissional da segurança, a arma que ele está portando não oferece perigo se a pessoa não reagir, ele é técnico treinado para usá-la e ele está zelando pela ordem pública;

Depois da abordagem realizada é o momento de você fazer as perguntas, se você tiver dúvidas a respeito. Tudo ocorrerá normalmente se você seguir estes simples passos...

Se você não está sendo abordado mas está próximo a abordagem? Não se aproxime até que ela seja concluída, pois você estará se colocando numa posição de risco, não interfira em uma atuação policial, pois além de se arriscar poderá estar cometendo um crime.

Muitas vezes numa abordagem policial simples, um cidadão desinformado pode acabar cometendo crime de desobediência, resistência ou desacato, por isso contribua com toda ação policial. Faça a sua parte...

Na próxima edição, o assunto segurança, falando sobre drogas, até lá...



Sd : Paulo Silva. Brigada Militar da Cidade de Canguçu/Rs






 

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