terça-feira, 4 de setembro de 2012

Líder muçulmano é preso acusado de plantar provas contra menina cristã de 11 anos que foi presa por blasfêmia

 Por Dan Martins
Líder muçulmano é preso acusado de plantar provas contra menina cristã de 11 anos que foi presa por blasfêmiaO caso da menina cristã Rimsha, de apenas 11 anos, que foi acusada de blasfêmia no Paquistão, por ter rasgado páginas do Alcorão, teve uma reviravolta nesse sábado com a prisão do imã Khalid Chishti. O líder muçulmano é acusado de esconder páginas do Alcorão no saco que a menina carregava para casa, dando a entender que ela queimou o livro sagrado islâmico.
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Rimsha é de família cristã, tem 11 anos de idade e sofre de deficiência mental, e foi acusada de blasfêmia por ter rasgado e queimado páginas do livro sagrado do Islã. Seu caso levou a uma mobilização mundial em prol de sua liberdade.

De acordo com informações do ministério Portas Abertas, a prisão de Chishti foi motivada por uma denúncia feita por um clérigo de sua própria mesquita, que o acusou de ter plantado as provas, como forma de pressionar os cristãos a sair do bairro.

- Um membro de sua própria mesquita – mais de duas semanas após a prisão da garota – acusou o imã de forjar a prova – relatou o oficial de investigação, Munir Jaffery.

O chefe da Human Rights Watch no Paquistão, Ali Dayan Hasan, afirmou que essa reviravolta no caso de Rimsha é um acontecimento sem precedentes no país. Segundo Hasan, raramente, pessoas que trazem acusações de blasfêmia são investigadas, quanto mais presas, por abusarem da lei.

- Essa situação indica uma tentativa genuína de investigação, em vez de simplesmente culpar a vítima, o que acontece normalmente em casos de blasfêmia – afirmou Hasan.

- Eles estão realmente atrás de incitações à violência e alegações falsas. É um desenvolvimento bem-vindo e positivo – concluiu.

Rao Abdur Raheem, advogado do imã Chishti, afirmou que as acusações contra seu cliente são uma tentativa da polícia em suavizar o caso, devido a pressões que estaria sofrendo de superiores hierárquicos.

- Esta torção deliberada no caso, visa desencorajar reclamações sob a lei de blasfêmia – afirmou o advogado no tribunal, no último domingo (02).

O caso fez com que muitas famílias cristãs fugissem do bairro onde tudo aconteceu, por medo de represálias. Mesmo as famílias que retornaram às suas casas, semanas após a prisão da menina, ainda temem por sua segurança.

- Em todos os lugares que íamos, as pessoas se reuniam dizendo: ‘Os cristãos não podem viver aqui’ – relatou Ashraf Somera, uma mulher cristã que fugiu do bairro com sua família quando as acusações de blasfêmia vieram a público e voltou recentemente para sua casa.

Redação Gospel+

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