sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Malafaia diz que homossexuais baianos são intolerantes

 Por Jussara Teixeira
Malafaia diz que homossexuais baianos são intolerantesO pastor da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo Silas Malafaia disse que não está intimidado com as ameaças do Grupo Gay da Bahia (GGB). O grupo ameaçou que iria realizar um ato com homossexuais tirando a roupa em frente à Câmara Municipal de Salvador para impedir que o líder religioso receba título de cidadão soteropolitano.
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“Eu não tenho medo deles e vou estar aí para receber meu título. Estou só esperando as eleições passarem”, afirma. “Eu estou gostando dessa polêmica. Vai ficar provado quem são os verdadeiros intolerantes, quem é que não suporta crítica”, disse o pastor ao jornal baiano A Tarde.

Chamado pelos homossexuais de homofóbico, Malafaia nega e diz que os ativistas gays querem privilégios. “Não tenho preconceito contra homossexual, sou contra a prática. Você pode ser contra a prática evangélica e não ter preconceito contra as pessoas evangélicas. A comunidade gay é que é o grupo social mais intolerante da pós-modernidade. Eles querem ter direito de xingar e achincalhar, mas qualquer um que fale alguma coisa é logo tachado de homofóbico. Eu tenho uma opinião contrária e ela não pode ser cerceada”.

O líder religioso acredita que sua obra evangelística já um motivo para receber a honraria. “Estou há 30 anos na TV resgatando pessoas das drogas, da marginalidade. Eu fiz um dos maiores eventos públicos de Salvador. Devo receber o título em consideração a toda comunidade evangélica”, diz.
O deputado Jean Wyllys foi o primeiro a apoiar o GGB. A Comissão de Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil também decidiu apoiar o grupo, se comprometendo a entrar com um requerimento junto à Câmara de Vereadores por causa da falta de regimentalidade. Segundo eles, Silas Malafaia não teria prestado relevantes serviços à cidade.

O fundador do Grupo Gay da Bahia e mentor do protesto, Luiz Mott, disse estar decepcionado com a falta de apoio dos “intelectuais de cabeça feita” convocados por ele, como Gilberto Gil, Preta Gil, Ney Matogrosso, Marina Lima, entre outros.

Ainda de acordo com A Tarde, o vereador Heber Santana, autor do projeto que concede o título ao líder evangélico, classificou Malafaia como ” líder cultural” da comunidade evangélica, justificando com isso a concessão do tïtulo.

“O pastor Silas tem sido porta-voz de um modelo de sociedade que respeita a família e a vida. Em 2009, ele organizou o evento Vida Vitoriosa que levou a palavra a várias pessoas”, argumenta o vereador.

Santana ressalta ainda que os evangélicos teriam uma atitude mais tolerante em relação à entrega de títulos honoríficos. “Alguns cidadãos gays já receberam títulos na Câmara e a bancada evangélica não gostou, mas não tentou impedir.”

Por Jussara Teixeira para o Gospel+

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