terça-feira, 12 de março de 2013

Secretário de Saúde do RS: “As pessoas não querem trabalhar em Canguçu”

 Foto: Diego Vilela
Ciro Simoni (C) considera que não são os salários que
afastam os profissionais do Hospital de Caridade
Com déficit mensal de R$ 142 mil, unidade conta com apenas um anestesista
Em entrevista ao jornal Zero Hora nesta semana, o secretário de Saúde do Estado, Ciro Simoni, comentou a falta de profissionais na UTI neonatal do Hospital de Caridade de Canguçu.

Ao ser questionado sobre os possíveis baixos salários oferecidos, que não atraem os médicos, Simoni respondeu:

- Não faltam profissionais por causa disso (baixos salários). Podem até em outras áreas, mas em UTI não faltam. O problema é que as pessoas não querem trabalhar em Canguçu. Em Rio Grande tem pessoal, e não podem contratar, é uma questão burocrática. Mas eu peguei essa herança. Nós já ampliamos 70 leitos em UTI no Estado e estamos trabalhando para ampliar mais.

Outro motivo apontado para o desinteresse dos profissionais pelo trabalho na cidade seria a distância de grandes centros de atendimento, como Porto Alegre, já que 57% dos leitos em UTI neonatal estão concentrados na Região Metropolitana.

Déficit de R$ 142 mil mensaisO prejuízo de R$ 142 mil por mês ameaça o Hospital de Caridade de fechar as portas. Hoje, apenas um anestesista trabalha na unidade.

> Veja a entrevista com o presidente em exercício, Ernesto Arndt Neto


*Matéria veiculada no Jornal do Almoço – RBS TV Pelotas
fonte: Canguçu online
http://www.cangucuonline.com.br/index.php?menu=noticia&categoria=8&noticia=5932

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