domingo, 30 de junho de 2013

Carta aberta à Presidenta Dilma Rousseff

Carta aberta à Presidenta Dilma Rousseff
Excelentíssima senhora presidenta da República
Meu nome é Marisa Lobo, sou psicóloga, cidadã desse país, presidente do Corpo de Psicólogos Pró-família, coordenadora nacional da Campanha contra a Legalização da Maconha, consultora do Fórum Nacional de Ação Social Evangélico e voluntária do movimento. Entre outras funções que exerço, está o meu direito de professar minha  Fé. Sou cristã evangélica, participo e lidero parte do movimento nacional cristão contra a desconstrução da família, represento em minhas ações, entidades, profissionais cristãos católicos e evangélicos, muitos sem rosto, líderes que lutam por um país melhor e que para seu conhecimento, sem ostentar sua denominação religiosa. Este povo, que hoje seu governo rejeita, tem ido às ruas protestar contra essa atual política, essa corrupção que se instalou em nosso Brasil. O povo acordou e nós evangélicos fazemos parte de pelo menos 30% desse povo e temos e exigimos nossos direitos.
Dirijo-me à senhora em carta aberta para lembrá-la que somos evangélicos por opção e direito constitucional; pagamos impostos, trabalhamos colaborando com o país e com seu governo em causas sociais, preenchendo lacunas que, reconhecidamente pela senhora e o governo de forma geral, não consegue preencher, como a questão das drogas, por exemplo, e da violência contra a mulher e à criança e adolescente. Somos uma comunidade, excelentíssima presidenta, que faz parte segundo IBGE, de 30% da população nacional (evangélica) em um universo de 90% da população Cristã, e de 98% de um povo que tem fé e acredita em Deus, na família como fator protetivo e preventivo, e lutamos em nossa caminhada para reconstruir essa família; sem drogas, sem aborto, sem violência e fazemos isso de maneira voluntária na maioria das vezes.
Por causa de nossa fé que é cristã evangélica, muitos de nós temos sido massacrados por uma cultura de morte que se instalou em seu governo, e na política atual, que tem se declarado em suas ações e atitudes contra esta família, que tem  princípios religiosos. Por  motivação de pura intolerância e preconceito, muitos  se esquecem de que somos uma maioria  e que vivemos em um país laico (não ateu) e democrático por direito. Acreditava até a data de hoje, 28/06/2013, que se tratava somente de intolerância religiosa, mas pelas atitudes de seu governo creio que estamos prestes a sermos bode expiatório de um golpe para afastar o cristão de forma geral de todas as políticas públicas de seu mandato. Dessa forma entendo seu governo como perseguidor intelectual de cristãos, pois nos deixa à margem das políticas públicas e nos usa apenas como números (voto). O que seu atual governo acredita que somos? “Idiotas úteis”? Massa de manobra?
Não permitiremos que nos use nessa situação negativa  para manipular fatos, o Brasil clama por justiça e nós independente de nossa fé, não nos permitiremos sermos bode expiatório, para desviar o foco das atenções que é a corrupção e a  má administração pública. Nós fazemos parte desse movimento, estamos indignados e estamos indo às ruas unidos ao povo porque somos este povo.
Hoje me questionei se vossa excelência teria a coragem de usar um segmento da sociedade, perseguido por grupos minoritários de forma intelectualmente desonesta com anuência de seu governo e da mídia que os protege, por não saber gerenciar esses conflitos. Vai desviar o foco engrossando o coro daqueles que de forma intolerante nos acusam de proselitistas, fanáticos, fundamentalistas, homófobos, por sermos crentes em Deus? Vai permitir que a bandeira de Direitos Humanos seja utilizada como arma ideológica das minorias contra as maiorias de forma unilateral e se perder em seus discursos de direitos para todos?
Saiba que por trás desse apelo todo da mídia, inclinada a proteger o movimento LGBTT, existe uma parte desse grupo mal intencionada que só pretende acusar, desconstruir, difamar o cristianismo. Existe uma ideologia minoritária de ativistas políticos, travestida de direitos que legislam em causa própria, apoiada por uma mídia desonesta que induz preconceito contra cristãos taxando-os de homófobos em suas edições de jornais, revistas e emissoras de TV para implantar na cabeça da população que somos justamente o oposto do que pregamos e vivemos. Não digníssima presidenta, não podemos tolerar mais isso, pois somos nós os “religiosos” (e aqui incluo todas as religiões) que não medimos esforços tentando preencher as lacunas de seu governo no âmbito social e moral.
Hoje me senti humilhada quando recebi uma ligação e mensagens em minhas redes sociais de pessoas do Palácio dizendo que a senhora está convocando várias entidades sociais para uma conversa sobre as manifestações contra a corrupção no Brasil, inclusive recebeu o movimento LGBTT, e reafirmou seu compromisso em defender e impedir a violência contra a comunidade LGBTT. Muito louvável, e concordo ser muito importante que um governante defenda todas as classes e todos os grupos sociais contra discriminação e preconceito, mas me questiono indignada porque não está na sua “agenda” convocar lideranças evangélicas? E por acaso não fazemos parte da Nação? Ou os impostos caríssimos que pagamos para o governo não pagam as contas e não contribuem com  o desenvolvimento desse país?
Confesso que, como mulher a admiro, pois foi a primeira mulher a ocupar um cargo tão importante na nossa história. Mas hoje me envergonho, pois seu governo valoriza a cultura de morte, do relativismo, e nega a existência de um povo que luta e que contribui, e que, se move em amor à vida humana em nome sim de um Deus que acreditamos. Não nos envergonhamos e lutaremos por Ele de forma pacífica, mas não nos restringiremos mais em quatro paredes de nossas igrejas, como já demonstramos no evento que a senhora e a mídia não deram atenção, mas que liderado por um de nossos grandes líderes, pastor Silas Malafaia, levou em plena terça-feira, dia de expediente, mais de 70 mil pessoas a Brasília, sem nenhum incidente. Expressamos nossa indignação a favor da liberdade de expressão que está sendo de nós tirada. Após esse ato, movimentos como o Passe Livre, foram às ruas se manifestarem, e nós os “fanáticos” nos juntamos a eles sem preconceito apoiando todas as manifestações por um Brasil melhor.
Por isso através dessa carta quero pedir que a senhora convocque líderes de nossa sociedade (cristãos católicos e evangélicos) e que nos ouça, pois estamos a ponto de explodir, não aguentamos mais, sermos usados apenas para computar votos.
Espero um dia poder escrever outra carta à senhora e elogiá-la por estar sendo imparcial e democrática, pois hoje não posso, afinal, a senhora e seu governo não nos ouvem, só nos usam e se esquecem de que podemos decidir uma eleição, e estamos juntamente com outros grupos sociais patrulhando nossos próprios políticos e não aceitaremos acordos individuais, se é que me entende, Estamos de olho.
Para mostrar ao seu governo que também  temos voz, faço o seguinte apelo nas redes sociais: os internautas que concordam com esta carta, enviem agora e-mails para o gabinete da Presidência, e exija nossos direitos, e que seja dado a nós povo evangélico, bem como aos irmãos católicos, em momentos distintos, o direito de sermos ouvidos e mostrar nossa indignação e nossa contribuição, e que seja imediatamente convocada uma reunião com nossas lideranças principais representativas, como das igrejas Assembleia de Deus, Presbiteriana, Batista, Adventistas, Comunidades, Igrejas em células, Universal, Mundial, entre outras,  líderes que possam estar presente representado a política e a sociedade de forma justa sem preconceito religioso para debatermos a cerca dos rumos de nosso Brasil sem preconceito.
Abaixo segue o e-mail que será direcionado ao ministro Gilberto Carvalho da secretaria geral da presidência. gabinetesg@presidencia.gov.br. A hora é essa povo evangélico, e cristãos em geral, de exigirmos nossos direitos. Por enquanto, em redes sociais, e se não formos ouvidos, vamos engrossar o coro das ruas.
Atenciosamente,
Marisa Lobo franco Ferreira Alves, psicóloga ativista pelas causas da família.

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