sábado, 5 de outubro de 2013

Marina pode fechar hoje com o PSB

A senadora Marina Silva deve anunciar hoje às 15 horas seu destino partidário: o PSB que tem como presidente o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, até aqui apontado pelo partido como pré-candidato à presidência da República. A aliança dos dois , que está sendo chamada de “coligação democrática”  deve provocar grande impacto na disputa presidencial do ano que vem. “É o fato político mais importante dos últimos dez anos, depois da eleição de Lula presidente”, disse um dos artífices das conversas.

A idéia discutida ao longo desta madrugada foi a de abrir espaço no PSB para a filiação de Marina e de todos os dirigentes da Rede Sustentabilidade, o partido que Marina organiza, mas que não foi oficializado pelo TSE. Mais adiante, o partido indicaria quem será o candidato à presidência. Eduardo Campos saiu de Recife nesta madrugada para se encontrar com Marina Silva em Brasília. Segundo participantes das conversas, seria  feita uma “coligação programática” para  ser a referência dessa aliança – tal como acontecia no passado quando militantes de partidos não registrados por conta do regime faziam outra opção partidária. Nesta aliança, estariam princípios programáticos do Rede Sustentabilidade e do PSB, para abrigar os novos filiados.

Nas pesquisas eleitorais, Marina está em segundo lugar nas intenções de voto, tendo chegado a aparecer com 22%; e Eduardo Campos em quarto lugar, variando em torno de 5%. A união dos dois seria emblemática até em função do périplo que Eduardo fez ao longo deste ano no meio empresarial – onde Marina tem trâniso em apenas alguns segmentos. Ao mesmo tempo, Marina se comunica bem com a juventude e tem o discurso de fazer a “nova política”, quebrando a polarização entre PT e PSDB que dominou as disputas brasileiras nas últimas cinco disputas – o que combina com a aliança com Eduardo Campos.

- É um ataque nuclear em cima do que está aí – disse um entusiasta da idéia.
Se vingar a parceria, Marina e Eduardo Campos não vão falar em nomes para a disputa do ano que vem. Até aqui, Eduardo Campos tem dito que seu partido só vai escolher o candidato em 2014 – portanto, seria compatível com a situação de hoje com dois nomes para a disputa. E Marina pode repetir que sua candidatura ainda está em discussão.

por Cristiana Lôbo G1

http://g1.globo.com/platb/cristianalobo/

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