quinta-feira, 13 de março de 2014

Deus sorri

 

     

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Deus sorri. Não, a Bíblia não afirma isso com todas as letras. Não há um versículo específico onde se leia “Jesus sorriu” ou algo do gênero. Mas existem verdades que estão claramente subentendidas nas Escrituras (e creio que o sorriso divino é uma delas). Um exemplo clássico é o da Trindade. Não há uma afirmação explícita no cânon sagrado acerca dessa doutrina, mas ela permeia toda a Palavra de Deus. O sorriso do Senhor, pelo meu entendimento, também é uma realidade bíblica. Já explico o porquê e que implicações isso tem para nós.
Paulo revela que uma das virtudes do fruto do Espírito Santo é a alegria. “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio” (Gl 5.22-23). Tudo isso são características divinas que fluem para aqueles que estão ligados ao Senhor, assim como a seiva corre pelo tronco de uma árvore até chegar a seus ramos. “Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto” (Jo 15.5). Um Deus triste não faria brotar em seus filhos algo que fosse diferente de sua natureza. Logo, Deus é alegre.
Deus0E como você identifica alguém que está alegre? A resposta é evidente: pelo sorriso. Alegria gera sorrisos. Tristeza gera um semblante carregado. Quando você diz a respeito de alguém que “fulano está sempre alegre”, na verdade o que está dizendo é “fulano está sempre sorrindo, logo, concluo que está sempre alegre”. O que, aliás, é bíblico: “O coração alegre aformoseia o rosto, mas com a tristeza do coração o espírito se abate” (Pv 15.13).
Conclusão: se a alegria flui do Espírito Santo, ele é alegre. E se Deus é alegre… ele sorri.
Que implicações tem essa realidade? Muitas. Olhar para o Senhor e saber que ele não é carrancudo, mal-humorado e soturno muda totalmente a percepção que temos de seu coração e de sua natureza. Um deus triste e sério tem graça limitada, ama pouco, quer castigar e punir. Um deus de cenho carregado está pouco preocupado em perdoar, restaurar e reconstruir. Um deus triste não se importa com a tristeza de seus filhos, pois se identifica com ela. Um deus triste acha natural o choro e o ranger de dentes.
Mas o Deus que sorri não. Ele olha para o perdido e quer lhe conceder a “alegria da sua salvação (Sl 51.12). O Deus que sorri quer ver sorrisos no rosto daqueles que o cercam, pois isso lhe é natural. Ser feito à imagem e semelhança do Deus que sorri pressupõe que o Senhor quer que nós também venhamos a sorrir – logo, a tristeza não é o estado desejável do ser humano, é uma consequência indesejada do pecado original.
Deus01O Deus que sorri tem enorme prazer em estender sua graça, perdoar pecados, restaurar vidas, dar amor. A parábola do filho pródigo é extremamente reveladora sobre a natureza do Senhor. Repare as palavras que o pai diz aos seus servos quando o filho arrependido retorna para os seus braços: “Comamos e regozijemo-nos, porque este meu filho estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. E começaram a regozijar-se” (Lc 15.23-24). Atenção para o verbo que Jesus decidiu utilizar nesse relato (duas vezes, aliás): “regozijar-se”. Esse termo significa exultar, alegrar-se muito, fazer festa. Será que esse verbo foi escolhido à toa? Será que Cristo o utilizou por acaso ou teria sido uma opção bem pensada? A parábola mostra que a restauração do pecador faz o Pai sorrir, sorrir e sorrir, inundado de contentamento. Deus sorri. Deus se alegra. A sua relação com Deus o faz regozijar-se, abrir um sorriso de uma orelha a outra. Creia: nada do que você faça de errado na sua vida retém o sorriso do Senhor, se você se achega a ele e diz “me perdoa, Pai, pequei contra ti” e abandona a prática.
Creio que passaremos a eternidade sorrindo, ao lado de um Deus que sorri. Jesus deixou claro que o céu é um lugar onde há júbilo, alegria: “Eu vos afirmo que, de igual modo, há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende” (Lc 15.10). Os anjos sorriem. Deus sorri. Na vida eterna, sorriremos. João descreveu muito bem essa realidade: “Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles. E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram” (Ap 21.3-4). O que isso revela? Que no céu não haverá tristeza. Não haverá choro. Não haverá sofrimento. Não haverá dor. Haverá um banquete. E banquete é ocasião de grande alegria.
No céu haverá sorrisos. Dos anjos. De Deus. E os teus.
Na cruz Jesus estava triste, sua alma estava abatida até a morte. Mas, na ressurreição, sorriu, vitorioso. E creio que ele permanece sorrindo, e permanecerá, até o fim dos tempos – e sorrindo para você. Isso não seria motivo para você sorrir também?
Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício
Fonte: Blog de Maurício Zágari
http://apenas1.wordpress.com/2014/02/20/deus-sorri/
 

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