segunda-feira, 24 de março de 2014

Jean Wyllys apresenta projeto para legalizar o uso da maconha; Marisa Lobo critica a legalização: “vejo interesse político por trás dessa disfarçada descriminalização”

Jean Wyllys apresenta projeto para legalizar o uso da maconha; Marisa Lobo critica a legalização: “vejo interesse político por trás dessa disfarçada descriminalização”
Na última quarta feira, o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) apresentou um projeto de lei com o objetivo de legalizar a produção e o uso da maconha.
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Segundo seu site oficial, o texto de sua proposta tem entre seus objetivos “regular a produção e comercialização da maconha e seus derivados, tornando a Cannabis uma droga lícita com uma regulação e restrições semelhantes às do álcool e o tabaco” e “descriminalizar a posse de qualquer tipo de drogas, inclusive as ilícitas, para consumo pessoal, assim como auto cultivo”.

- A maconha (como as outras drogas atualmente ilícitas) é importada, plantada, produzida, industrializada, vendida e comprada de forma ilegal sem que o Estado consiga, em momento algum, que isso deixe de acontecer, como não conseguiram as legislações contra o álcool, nos EUA, que o uísque deixasse de ser produzido e vendido, mas, ao colocá-lo na ilegalidade, fomentaram a criação de um circuito de violência – argumenta o deputado, ao defender a liberação do uso da droga.

Wyllys continua sua defesa à regulamentação da maconha afirmando que o circuito de violência criado em torno da proibição do álcool nos Estados Unidos “só foi superado com a legalização, admitido o fracasso absoluto da mesma política que depois foi ressuscitada para seu uso com outras drogas semelhantes ao álcool, que foram convenientemente cercadas de pânico moral e estigmatização, em muitos casos por motivos raciais ou políticos”.

O deputado defende ainda que criminosos que estejam presos por crimes relacionados ao comércio o consumo da droga recebam anistia e que aqueles que hoje atuam como traficantes da droga sejam “retirados da clandestinidade” e possam ser inseridos em um mercado legal da substância.
Contra a liberação da maconha
Conhecida como uma ferrenha opositora à legalização da maconha e de outras drogas, a psicóloga Marisa Lobo falou recentemente sobre o porquê é contra a liberação da droga. Afirmando que a maconha faz mal à saúde sim, e não é droga inocente como alguns tentam defender, Marisa Lobo ressalta que além e causar dependência a maconha é uma “porta de entrada” para outras drogas ilícitas.
- O que vemos hoje, não é uma preocupação honesta com a população que usa drogas ou com a violência gerada por ela, e sim uma preocupação egoísta com o vício pessoal de muitos e o interesse político por trás dessa disfarçada descriminalização – afirma a psicóloga.
A psicóloga comenta ainda sobre o uso da legalidade do cigarro e do álcool como justificativas para a liberação da maconha, ressaltando se tratar de substâncias que também produzem grandes prejuízos para o indivíduo que as consome e para a sociedade.
- O cigarro e o álcool são evidências que a legalização da droga não funciona. Hoje estamos encurralados com o vício do álcool. Financeiramente, nosso país está vivendo as consequências devastadoras desse vício. Fumantes custam 338 milhões somente no tratamento do Sistema Único de Saúde (SUS), gastos com a consequência do uso e abuso do cigarro, fora mortes, prevenção, etc – explica.
Sobre a justificativa de que trazer a maconha à legalidade acabaria com o tráfico, Marisa Lobo explica que “o tráfico não depende somente da Maconha para sobreviver” e que “liberar a Maconha não abalará o tráfico, todavia, aumentará o tráfico e incentivará o uso de outras drogas mais pesadas”.
Justificativas
Após a repercussão de seu projeto, Jean Wyllys publicou em seu site um texto no qual afirma ser contra a liberação da maconha, e que seu projeto foi interpretado de forma incorreta pela imprensa, que deu “atenção primária à anistia de presos por tráfico de maconha”, criando a imagem de que a função do projeto é a de defender bandidos ou de esvaziar cadeias.
Usando como justificativa principal a violência motivada pelo tráfico de drogas, o deputado afirma que o objetivo de seu projeto é interromper o fortalecimento do crime organizado, visto que na ilegalidade os traficantes “experimentam a verdadeira reserva de mercado”.
- Seus agentes públicos, responsáveis pela manutenção da tranquilidade de seu funcionamento, são muito bem pagos. Assim o Estado, informalmente, já pratica a liberação e o controle sobre o comércio de drogas – afirma Wyllys, explicando que, através da corrupção, o Estado já liberou a venda da droga.
O comércio de drogas, independente de qual for, é sim liberado no Brasil, e isto ninguém pode negar. A criminalização da pobreza e a formação dos guetos marginalizados é também outro fato inconteste – completa o deputado, que defende a ideia de que as pessoas presas ou mortas por envolvimento com o tráfico são, em geral, “pobres, favelados, e na maioria dos casos jovens e negros”, que por não terem acesso à educação e serviços públicos de qualidade, vendo assim o tráfico como sua “única forma de mobilidade social”.
- O foco aqui é tirar o jovem negro e pobre, o mesmo que tem morre quase três vezes mais que o jovem branco pobre do estigma de ser criminoso – afirma.
Afirmando que o tema é sempre tratado com preconceito, o deputado afirma ainda que a imprensa deveria dar “peso maior que o que realmente importa no projeto, que é a formação de uma política de segurança pública que não penalize os mais pobres como forma de esconder dos mais ricos a baixa eficiência de seu trabalho”.
Por Dan Martins, para o Gospel+
http://noticias.gospelmais.com.br/jean-wyllys-cria-projeto-legalizar-maconha-marisa-lobo-critica-66193.html

12 comentários:

  1. A Dra. Marisa,está correctissima
    e concordo inteiramente com ela.

    A maconha é uma DROGA
    o nome por si só já diz tudo

    O legislativo deveria era investir
    seu tempo,energia e dinheiro com
    outros projectos de maior urgencia
    invés disso tenta ludibriar a nação
    com uma escusa preocupação,sinceramente
    na minha análise,esconde-se intenções
    totalmente diferentes do que afirma o
    Deputado Jean.
    Ano eleitoreiro sempre aparece dessas.
    Bom dia Pastor!

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    1. Valeu sua participação amiga Ronilda, Deus abençoe

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Amigo: Repito aqui o que já venho comentando a algum tempo em especial tenho dito no Facebook bem assim: PENSO BEM DIFERENTE QUE: "guerra às drogas" é um fracasso para quem não quer sair dessa e quer se enterrar ainda mais nas DROGAS isso sim!
    E que: Tem é que Prender quem Faz Apologia as Drogas sobre qualquer Pretexto e botar os "Maconheiros" (Dependentes químicos eles se dizem agora) em Clínicas de DROGADOS ( que eles chamam para tratamento de dependente químico, que antes era mesmos para tratar maconheiros) e passar na "Cadeia" todos os "Traficantes" desde o lambari até o tubarão que traficar isso sim: E Os Legisladores desse País devem sim é Buscarem mais Vagas nas Clínicas para tirarem os DROGADOS e viciados disso e não LIBERAR e aqueles que acham bom liberar Que se Mudem para o URUGUAI que lá já está Liberado e não fazerem isso com o POVO BRASILEIRO liberando, tem é que "Prender" todos e não liberar, essa é minha humilde opinião... O que pude editar em blogs que faço ALERTAS sobre esse "CÂNCER das DROGAS" que assola o BRASIL...

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  4. Esse país é uma comédia mesmo. Imagina uma pessoa usar a condição de político, e pensar em legalizar uma droga ilícita. Os valores estão invertidos mesmos. Em um país onde o código penal tem que ser totalmente reformulado, esses idiotas inventam leis absurdas.

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  5. Meu Deus, O que houve com a sociedade crítica que há tempos contribuem para mudar o nosso país para melhor? O que houve com os bons costumes e valores pregados pelos bons corações?Foram transmitidas as essências como prioridade ou foi apenas um “tapa buraco” que aparentemente estava contribuindo para que as dificuldades de nosso país não fossem vistas por completo? Estamos sempre em tempo de renovação, um tempo de buscarmos novas soluções para o nosso país. Aparece visionários, políticos,como Jean Wyllis com esse projeto maluco. E a saúde vai dar conta depois que esses maconheiros ficarem doentes?
    Se legalizarem, o piloto da ponte aerea vai pilotar o seu avião chapado, a professora da escola do seu filho vai dar aula cheirada, o motorista da betoneira vai dirigir o veiculo de 20 toneladas chapado, vamos encontrar amigos fracassados, doentes.
    Minha opinião, acorda Brasil!
    Abraços
    Madalena

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    1. Madalena é uma alegria para mim, ver você por aqui, obrigado Deus abençoe

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  6. Uma coisa eu digo,se tivesse pena de Morte no Brasil,um dos que deveriam ser sentenciado seria esse Imoral,ignorante,depravado,imbecil chamado Jean Wyllys. Esse cara deveria morar No Irã. Assim,ele ficaria vivo por muito menos tempo,e a sociedade de bem agradeceria.

    Quer Fumar droga? vai pro Uruguai...

    http://blogdorodrigocaldas.blogspot.com.br/

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