sábado, 17 de maio de 2014

Veja considera pastor Everaldo “decisivo” na eleição presidencial deste ano

PSC usa discurso liberal e conservador para conquistar insatisfeitos com Dilma

Em reportagem na edição desta semana, a revista Veja, uma das mais influentes do país, destacou a importância da candidatura do pastor Everaldo Pereira, Partido Social Cristão (PSC). Segundo o semanário, ele “pode ser decisivo para levar a eleição para o segundo turno”.

Embora seu partido seja considerado “nanico” e seu um nome tenha apenas 3% de intenção de voto, segundo o Datafolha, o pastor recebe poderá ter destaque caso a eleição vá mesmo para o segundo turno. O motivo é que a presidente Dilma Rousseff vem caindo nas pesquisas e é notória a influência do voto evangélico, como ficou claro nas eleições de 2010.

Everaldo é vice-presidente nacional do PSC e pastor auxiliar da Assembleia de Deus Ministério Madureira, parte da maior denominação evangélica do país, com 12,3 milhões de fiéis (28% dos 42 milhões apontados pelo IBGE).

Sua postura política é, segundo ele, liberal-conservadora, de centro-direita, que defende o Estado mínimo. “Nós vamos passar tudo o que for possível para a iniciativa privada. Vamos privatizar de verdade, não esse engodo aí de concessão com dinheiro do BNDES”, assevera.

Entre suas propostas estão reduzir a cota de cargos comissionados no governo federal, manter apenas 20 ministérios, a redução da maioridade penal, reequipar as Forças Armadas e as polícias. Também acredita que o governo deveria incentivar a formação profissionalizante na educação militar.

Embora seu partido tenha apoiado Dilma quatro anos atrás, decidiu ter candidato próprio a presidente já em 2011. “O PT aparelhou o Estado para atender seus interesses partidários… O governo deixou de ser dos brasileiros para ser de um partido só, para a hegemonia de um sistema que está vencido no mundo. Não queremos que o Brasil se torne uma Cuba nem uma Venezuela”, explica.

Inegavelmente, o crescimento do PSC nos últimos anos foi influenciado pela atuação do deputado Marco Feliciano na presidência da Comissão de Direitos Humanos na Câmara. Mas o partido não se limita a isso.  Embora tenha apenas 1 minuto e 30 segundos de TV assegurado na campanha, seu maior atrativo é a possibilidade de conquistar votos no meio religioso. Para isso, pretende deixar clara sua posição sobre questões muito importante para os evangélicos. “As pessoas já sabem o que o pastor Everaldo defende: sou a favor da vida sempre, e casamento para mim é entre homem e mulher”, enfatiza.

Por enquanto, ele mantém o discurso otimista e acredita em uma intervenção divina para chegar ao Palácio do Planalto: “Sou um homem de fé e acredito em milagre”, assegura Everaldo. O mais provável é que ele receba o apoio de igrejas que tradicionalmente indicam voto em candidatos antipetistas. Por enquanto, Dilma parece ter assegurado somente sua aliança com a Igreja Universal do Reino de Deus, cujo braço político principal é o PRB, do bispo Marcelo Crivella.

A Confederação dos Conselhos de Pastores do Brasil (Concepab), entidade que reúne líderes de importantes igrejas evangélicas já tem debates programados com Dilma, Aécio Neves (PSDB-MG) e Eduardo Campos (PSB). O objetivo é esclarecer o posicionamento sobre os valores cristãos dos três candidatos com mais destaque. Posteriormente, Everaldo também será ouvido sobre seu programa de governo.

“O evangélico busca alguém que o represente na questão do aborto, do casamento tradicional, vida, família e que valorize a fé e a igreja. Estamos num momento muito intenso, de muita pressão e militância das minorias”, explica o bispo Robson Rodovalho, membro do CONCEPAB. E acrescenta. “Uma grande parte dos evangélicos vota apenas por causa da palavra ‘pastor’… Há uma pré-disposição geral do evangélico e do cristão em ver o pastor Everaldo com bons olhos. Grande parte das igrejas tende a estar com ele, se ele conseguir responder às expectativas na formação das demais agendas”.

Fonte: Gospel prime
http://noticias.gospelprime.com.br/pastor-everaldo-decisivo-eleicao-presidencial/


por Jarbas Aragão

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