quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Igreja é incendiada por radicais islâmicos, mas Bíblia no altar não sofre danos

Uma igreja foi alvo de uma ação de intolerância religiosa de extremistas muçulmanos no 
Quirguistão, que atearam fogo ao templo. No entanto, o caso ganhou repercussão internacional 
porque a Bíblia Sagrada que estava no púlpito não foi queimada no incêndio.
O templo pertence a uma comunidade Batista, localizada na pequena cidade de Kajsay, 
na região de Issyk-Kul, área fronteiriça com a China. A igreja é formada por quirguízes e 
russos, e agora os fiéis estão à busca de um novo local de culto, com o ânimo renovado por 
considerarem que a preservação da Bíblia é um sinal para que fiquem firmes na fé.
“Este é um sinal incrível”, disse o missionário Paul. “Algo assim já tinha acontecido por aqui, 
muito tempo atrás, quando comunistas atearam fogo a uma Igreja Pentecostal durante a noite. 
A Bíblia e o templo também sobreviveram. Não há dúvida de que a igreja no Quirguistão irá 
sobreviver e continuar a pregar o Evangelho”, acrescentou.
A polícia confirmou que foram encontrados vestígios de coquetéis molotov no local e admitiu 
que trata-se de um caso de “incêndio criminoso”. No entanto, os fiéis consideram que há má 
vontade para solucionar o caso. “Nós não acreditamos que a polícia encontre e puna aqueles 
quem queimou nossa igreja”, disse um dos membros, segundo informações do port
As emissoras de rádio e TV noticiaram o caso e causaram um “grande protesto público”.
 A polícia minimizou a falta de pistas sobre os responsáveis, dizendo que o atentado foi “
organizado por aqueles que não gostam da igreja e do cristianismo em um país muçulmano”.
Os cristãos da região estão se queixando do comportamento da Polícia, já que ao invés de 
investigar os responsáveis pelo crime, estão questionando quem financiou a construção do
 templo, quantos membros frequentavam e outras questões menores. Antes do atual atentado
, houve um incidente em agosto de 2017, quando as paredes de outra igreja foram pichadas 
om ameaças: “Nós vamos matar vocês”.


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