quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Templo da Assembleia de Deus foi incendiado após apoio de pastores a Bolsonaro no Nordeste


Os casos de violência por motivação eleitoral tem se replicado no Nordeste, região onde o Partido dos Trabalhadores goza de amplo apoio popular. O episódio mais recente foi marcado por uma ação de vandalismo contra o templo de uma igreja evangélica no Rio Grande do Norte, após a liderança da congregação declarar voto em Jair Bolsonaro (PSL).
A Assembleia de Deus do bairro Ivan Bezerra II, em Parelhas (RN), teve o templo invadido e parte dos pertences incendiados na madrugada do último sábado, 20 de outubro. Uma grade de proteção foi arrancada de uma das janelas para permitir ao (s) vândalo (s) o acesso ao interior do templo.
Segundo informações de portais de notícia locais, uma das salas da igreja foram alvo da ação, e ma guitarra, uma cadeira e uma estante, onde a igreja arquivava alguns documentos, forma destruídos pelo fogo. O Boletim de Ocorrência (B. O.) foi registrado na última segunda-feira, 22 de outubro, da Delegacia de Polícia da cidade.
De acordo com o portal Sertão em Destaque, essa agressão à igreja evangélica do bairro vem na esteira de outros atos de perseguição que a mesma comunidade pentecostal vinha sofrendo de grupos de extrema esquerda no estado. A violência seria uma retaliação à declaração de voto em Jair Bolsonaro feita por líderes da denominação.
O pastor Jeremias Santos, supervisor do campo da Igreja Assembleia de Deus no Estado do Rio Grande do Norte de Parelhas, acredita que o crime tenha conotação política e pediu aos membros da igreja que se dediquem à oração, para que a denominação possa permanecer no local, continuando os trabalhos social e evangelístico que vem sendo realizado na região do Seridó.


Blog do F Silva apontou que esse gesto de intimidação não é inédito na região, já que semanas atrás um Posto de Saúde da Família (PSF) do bairro Cruz do Monte, foi incendiado por vândalos e a principal suspeita é que a ação tenha sido fruto de pressão política. A Polícia Civil está investigando os dois casos, mas ainda não chegou a nenhuma conclusão.

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